O tempo enquadrado

Albert Einstein, na sua Teoria Especial (Relatividade), diz que o tempo não é absoluto, mas relativo à posição do observador. Em essência, o quadrinho faz desse postulado uma realidade. O ato de enquadrar ou emoldurar a ação não só define seu perímetro, mas estabelece a posição do leitor em relação à cena e indica a duração do evento (EISNER, 1999, p. 28).

Vamos pensar um pouco sobre isso. Contar uma história através de imagens em sequência envolve a escolha de quais momentos enquadrar ou representar e quais deixar de fora, de forma a deixar a ação o mais clara possível para quem lê:

A noção de passagem do tempo é dada, como na tira acima, através de um processo que relaciona e compara os quadros que compõem uma sequência, a que o pesquisador Thierry Groensteen chama de “solidariedade icônica” (GROENSTEEN, 2015, p. 27). Não precisamos ver os quadros intermediários, aquilo que foi deixado de fora é intuído e a ação é vista não como uma sequência de imagens congeladas, mas sim momentos pertencentes à uma mesma ação. Passado, presente e futuro são relativos ao foco do leitor no momento e, incrivelmente, coexistem e são percebidos simultaneamente. A leitura assim é um processo ativo e as imagens seguem um fluxo ditado por ela e, obviamente, pela vontade do leitor. Este, se quiser, pode ler a revista de trás pra frente ou qualquer outra ordem que desejar; o controle é apenas uma ilusão e o layout serve mais como um mapa do que como uma restrição.

Como um pequeno teste desse fenômeno segue uma história curta, onde a passagem do tempo é experimentada de forma tragi-cômica:

Referências
EISNER, Will. Quadrinhos e Arte sequencial: a compreensão e a prática da forma de arte mais popular do mundo. Tradução: Luis Carlos Borges, 3.ed., São Paulo: Martins Fontes, 1999.

GROENSTEEN, Thierry. O sistema dos quadrinhos. Nova Iguaçu, RJ: Marsupial Editora, 2015.

Tempo e significado

Imagem produzida para a capa do livro “Arte sequencial e suas sarjetas metodológicas”, publicação ASPAS .

 

Quanto tempo leva o bater das asas de um pássaro? Segundos? Minutos?

No mundo natural as ações tem uma duração esperada, que podem ser medidas e observadas mas, dependendo de quem e de como se observa, tudo se relativiza. O tempo psicológico, a que todos estamos sujeitos, trai a seta direcional que conduz a vida, colocando em simultaneidade com o presente as memórias do passado e os vislumbres ou anseios do futuro. Em narrativas, literárias ou gráficas, o tempo também possui essa “infinita docilidade” (NUNES, 1995, p. 28).  É trazendo essa elasticidade do tempo interior para sua escrita que Virginia Woolf, por exemplo, transforma um dia na vida de Clarissa Dalloway em um romance de mais de cem páginas. Ou é brincando com a linearidade, ponto de vista e a estrutura dos quadrinhos que Richard McGuire condensa bilhões de anos em trezentas páginas na graphic novel Here.

O tempo, assim, quando está livre das amarras físicas, é uma ferramenta poderosa à disposição dos criadores, no mundo das possibilidades narrativas. Essa manipulação, que ás vezes nos escapa como leitores, é o cerne de toda boa história. Que momentos merecem ser dilatados? Quais podem ser excluídos que não farão falta? Isso dependerá do que está sendo contado, da mensagem que o escritor ou quadrinista deseja comunicar.

As três páginas abaixo foram retiradas de Here, e são um exemplo de como McGuire transforma as relações de sentido entre diferentes tempos. No quadrinho a história não é contada em ordem cronológica, o ponto de vista é fixo, sendo o mesmo em todos os seus quadros e, no canto superior esquerdo, sempre aparece um recordatório indicando a data das cenas. Por estar focalizando o mesmo espaço com o passar dos anos, onde por muitas décadas existiu uma casa, os momentos capturados pelas múltiplas janelas temporais são os mais íntimos, banais, cotidianos e perenes. Em quase todo o livro há sempre nas páginas um ou mais planos narrativos, como se pode perceber na sequência abaixo.

Tem-se aqui três cenas: um homem com uma criança (podemos presumir que é um avô e seu neto?) em 1962 e a decoração de Natal em três anos diferentes: 1953, 1965 e 1960. Um grande quadro, que sangra pelas páginas, serve de plano de fundo, datado de 1995.

 

 

No quadro de fundo as mudanças são mínimas, sendo percebidas em um ou outro objeto da sala. Os quadros com a árvore de Natal, no centro da página, parecem emanar de si o tom que vai permear todas elas. Diferentemente das outras que aparecem rodeadas  de presentes e brinquedos em 1965 e 1960, no ano de 1953 a árvore natalina encontra-se solitária encostada no canto. Os saltos temporais não parecem seguir alguma outra lógica, que não esta mudança na iluminação.

 

 

O outro quadro em primeiro plano foca-se numa única data e o tempo retratado é curto: o homem ergue a criança, abaixa-a e a beija. É uma ação tão rápida que bastaria o primeiro e o segundo quadros, em uma única página, para ela ser contada. Mas o autor a estende por três páginas que, no processo de folhear o livro, dilata seu desenrolar por um tempo mais longo do que efetivamente levaria.

 

 

Combinados todos os quadros a sequência transmite um apelo sentimental e sensorial de aconchego. Talvez por isso de imediato se estabeleça uma relação de parentesco entre homem e criança. O passar das páginas, juntamente com a mudança no seu tom predominante, também dá a ideia do piscar das luzes na árvore de Natal. Os lapsos nos quadros da árvore, doze e cinco anos, se contrastam com os segundos estendidos da cena do avô e neto. O que nos faz pensar que, para o autor, a extensão e importância do tempo está em seu significado. Aquilo que será lembrado, que faz marca e vira memória não precisa durar horas; um único segundo já basta. E, Here, como diz o próprio autor

[..] é sobre essas pequenas coisas da vida que não são documentadas. Esses pequenos momentos naturais que parecem casuais, um leve toque, algo pequeno que não tem importância. É o que temos quando tudo está constantemente desaparecendo.

[…]  it’s about these tiny little things in life that don’t get documented. These little, natural moments that feel casual, a slight touch, some little thing that can have significance. It’s all we have when everything is just constantly disappearing (MCGUIRE, 2016, p. 19, tradução nossa).

 

Referências

MCGUIRE, Richard. Here. New York: Pantheon Books, 2014, sem paginação.

_______. Where did the time go? Richard McGuire. Entrevista por: Kurt Snoekx. In: BRUZZ, jun/2016, edição 1527, p. 16-19. Disponível em: <https://issuu.com/bruzz.be/docs/bruzzout1527/16>. Acesso em 28/03/2018.

NUNES, Benedito. O tempo na narrativa. 2ª edição. São Paulo: Editora Ática, 1995.

WOOLF, Virginia. Mrs Dalloway. Tradução: Denise Bottmann. Porto Alegre, RS: L&PM, 2013.

TD – Sessão #2 – Os personagens

Já falei anteriormente que a Virgínia é uma pessoinha meio solitária. Mas, ao fazer o levantamento das personagens do Diário, percebi que há muito mais gente nessa história do que eu supunha.

Virgínia Rodrigues Martins

virginia

Sim, ela tem nome e sobrenome e até perfil no Facebook (que eu fiz e nunca utilizei)! No começo da história Virgínia tinha 24 anos e muita vontade de sair do lugar estagnado onde estava. Ela então enfrenta seu medo e passa a interagir com ele. Trabalha na Biblioteca Cora Coralina, que durante muito tempo foi meu lugar preferido. O Rodrigues é o sobrenome do meu pai, o Martins porque eu gosto do som.
sentimentos

Mike, Tobias, Sabrina e Tedy – os “sentimentos”

No início do Diário o Mike representava o sentimento de medo da Virgínia, em relação a si e ao mundo. Mas com o tempo ele acabou se desenvolvendo, especialmente após a série de tiras que publiquei. Com elas eu queria não deixar o blog muito tempo sem novidades pois a produção dos capítulos era muito demorada. Publiquei durante um tempo mas logo cansei do formato. Elas todas ainda estão online e disponíveis no Blog.

O Tobias surgiu nas tiras como um contraponto ao temeroso Mike. Assim ele começou como um fantoche de mão e, devido às suas diabruras, morreu e ressuscitou tantas vezes que acabou se transformando em um ratinho. Ele é corajoso mas de uma coragem extremamente perigosa pois acaba não percebendo os riscos que corre. Nos capítulos ele só aparece no Capítulo 9 e, ao contrário da Sabrina e do Mike ele não aumenta de tamanho quando seu nível de coragem está intenso.

Sabrina surge no Capítulo 5, quando retorna à vida de Virgínia depois de muito tempo afastada. Ela representa a alegria e a criatividade, que retornam quando Virgínia decide mudar. Ela, assim como Tobias e Mike, tem essas características exarcebadas, no seu caso à um nível que beira o delírio. Talvez por isso a imaginei sempre em conflito com Mike que, perto dela, se torna mais ajuizado. Com Tobias, ao contrário, o relacionamento flui sem problemas pois um apóia a maluquice do outro.

O Tedy é um personagem que também surgiu nas tiras mas acabou não se desenvolvendo nos capítulos. Ele aparece aqui e acolá e com o tempo acabei esquecendo ele. Como representante do tédio ele está bem ajustado assim. :)

Acho que no meio dessa bagunça toda a Virgínia acabou se tornando o bom senso de todos. Com ela eles conseguem estar mais equilibrados pois, tudo em demasia acaba sendo mais prejudicial que proveitoso. E não é isso a vida afinal, conseguirmos trabalhar nossos medos, alegrias, coragem e ócio da melhor forma possível? Sem excluir nada mas também sem se deixar dominar por eles?

 

Expectativa/Ansiedade

Ela surgiu por acaso, no Capítulo 24. Essa história saiu por conta de um desafio que estava rolando na internet, de fazer 24 páginas de quadrinhos em 24 horas. Ela acabou ficando sem nome e apareceu pois eu queria tratar da ansiedade que estava sentindo e ela sempre repercutiu no meu corpo como um grande peso sobre os ombros (daí a forma de pássaro-Garibaldo).

A Mãe

mae

A perda da mãe é algo que Virgínia lida desde o começo. Ela aparece algumas vezes como uma saudosa memória e como um saudoso aconchego. No Capítulo 3, quando sua morte é tratada, ela é uma grande ausência.

 

O Pai

pai

O pai aparece da minha necessidade de lidar com a separação dos meus pais e também por, desde os seis anos, não ter tido mais contato com ele. Escrever os Capítulos 14 e 15 me ajudou a superar isso e ir ao encontro do meu.

 

A irmã e a sobrinha

irma

Aparece em poucos capítulos como uma espécie de conselheira da Virgínia. As duas moram ainda com Camila, filha da irmã (que não dei nome).

Os crushes

crushes

Um pouco de cada representa os meus crushes da vida real. Acho que queria entender esses relacionamentos e o que pode ter dado errado.

Ricardo

ricardo

O “cara chato” de When a man loves a woman acabou indo parar nos capítulos como um possível par romântico para Virgínia. Decidi afinal não deixá-los juntos pois ele representa muito do ideal de cara que gostaria de me relacionar e, ultimamente, ando pensando que esses ideiais são uma furada completa. Eles, na maioria das vezes, não nos deixam conhecer e aceitar o outro mas apenas exigir que ele se encaixe em nosso modelo.

 

O Bichinho – mais um sem nome!

bichinho

Ele é o “Mike” de Ricardo e acaba representando todo o seu emocional. Virgínia o vê, assim como Ricardo vê Mike, Sabrina e Tobias. Apesar do Ricardo ser músico e contador de histórias o Bichinho não fala, apenas assovia como um pequeno passarinho.

Pequena Virgínia

little virginia

Em alguns momentos aparece em flashbacks sobre a infância de Virgínia em outras como no Capítulo 24 representa sua criança interior.

Raposa – sem nome de novo!

raposa

Ela no Capítulo 20 representa a imaginação e o mundo lúdico da Virgínia pequena. Refúgio, a história que fiz para encerrar O Diário, é a volta e a despedida da Virgínia a essa personagem.

 

Mulher-fogo

mulherfogo

Ela apareceria em um capítulo que nunca veio à vida e seria intitulado “O íncrivel retorno da fabulosa Mulher-fogo”. Seria uma HQ que a Virgínia começaria a produzir. Fui adiando a ideia, colocando ela aqui e ali, mas infelizmente nunca concretizei. Um dia ainda faço essa história.

Eu mesma

eu mesma

Me incluí no Epílogo pois queria separar minha imagem da Virgínia. Nele também expliquei minhas motivações para encerrar o Diário de Virgínia.

Ufa! É isso!

Abraços!!!!!

TD – Sessão #1 – começando O Diário

A ideia do Diário nasceu em 2009. Nessa época eu levava uma vida dupla: de dia era arte-finalista em um estúdio de fotografia e à noite era recepcionista da emergência de um centro ortopédico municipal. Meu dilema de recém formada era este: entrar no mercado de trabalho ou largar meu emprego público? Eu ia levando, pois naquele momento precisava dos dois para viver. Nesta época tentava manter o desenho vivo. Em muitas noites de plantão eu rabiscava em velhos pedaços de lençol para passar o tempo.

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Aí aconteceu a morte da minha mãe (em junho) e todo aquele sacrifício e cansaço me pareceu sem sentido. Saí do estúdio e continuei trabalhando na prefeitura. A morte dela me obrigou a encarar muita coisa que eu preferia não pensar sobre mim mesma. Sem o seu apoio e presença me senti completamente sozinha.  Ainda tinha os meus irmãos e meu sobrinho próximos mas era ela que me socorria nos meus momentos mais frágeis.

Comecei a me apoiar nos meus desenhos, rabiscando aquilo que eu estava sentindo. Tive a ideia de fazer algo autobiográfico, ao estilo de Retalhos. A minha memória aqui falha pois não lembro se tive a ideia do Diário depois de ler Retalhos ou li o quadrinho porque estava buscando inspiração para o Diário. De qualquer jeito Retalhos me tocou, a história do Craig estava lá com todos os detalhes mais crus mas também de uma forma sutil e poética. Já nos meus primeiros rabiscos tive dificuldade em usar da mesma sinceridade que ele e aí decidi me “esconder” através de alguém:

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No final de 2009, bem no dia 31/12, fui chamada em um concurso que tinha feito em 2008 e não tinha mais esperanças. Dei adeus ao serviço público municipal…. e vim para o federal (onde estou até hoje). Com mais grana tive condições de começar a investir na ideia do Diário e aí o site ganhou vida.

O que eu queria com o Diário era vencer meus medos e não parar de produzir. Durante a faculdade tinha conhecido os quadrinhos e sabia um pouco sobre webdesign então foi natural unir quadrinhos e internet. Comecei com um modelo de site ridiculamente simples e fui mexendo e alterando à medida que ia aprendendo como trabalhar nele:

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O processo de criação do primeiro capítulo foi bem intuitivo. O Mike apareceu como uma necessidade da Virgínia ter alguém para conversar, já que eu não tinha intenção de colocar mais personagens na história. Alguém já me disse que a Virgínia é uma personagem sozinha e meio triste e realmente como ela foi criada nesse meu momento não vejo como ela poderia ser de outra forma. O nome dela veio de uma piada super interna minha, pois quando comecei a desenhar queria pensar e tentar entender a minha virgindade aos 25 anos. Hoje eu vejo que essa era uma preocupação que escondia muitas outras coisas: minha dificuldade de me relacionar com os outros, minha necessidade de aprovação alheia, minha baixa autoestima, meus medos e desconfianças. Só consegui abordar a virgindade, de forma muito metafórica, no Capítulo 21.

O Capítulo 1 foi pensado para ser impresso depois, daí que fiz ele no padrão normal de páginas:

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Eu tinha um scanner muito ruim então fiz a arte com bico de pena e nanquim, escaneei, joguei no Illustrator e transformei o traço em vetor para depois abrir no Photoshop e editar. Era uma trabalheira enorme até que mais tarde comprei uma mesa digitalizadora usada e depois um scanner decente. Divulguei o capítulo num blog que eu tinha e mais tarde no Twitter, na época ele estava no auge. O que aconteceu foram gratas surpresas pois comecei a receber comentários super gentis e fiz tantos contatos que honestamente nem lembro mais como conheci cada um. Até hoje nunca recebi nenhum comentário rude, eu até estranho isso em se tratando de internet!

Bom, assim nasceu o Capítulo 1, que lancei por volta de janeiro de 2010.

 

Abraços, até a próxima sessão!

 

 

Terapia do Desapego – o projeto

Eu ando órfã do Diário de Virgínia. Parece que tudo que produzo agora não tem a mesma força das minhas produções lá. Então, ao invés de deixar tudo que fiz escondido ou voltar a produzir (e me sentir mal por isso), vou fazer a partir de hoje a Terapia do Desapego por aqui. Quequeisso?

Vou descrever o processo, motivações e ideias por trás de cada capítulo. Acho que assim, olhando o caminho que fiz, posso perceber qual o caminho a seguir a partir de agora.

As imagens abaixo são das primeiras logos do Diário. O nome original era pra ser O Diário Ilustrado de Virgínia e comecei a divulgá-lo em 2010 no meu finado blog Prancheta da Cátia, que fiz em 2008: http://catiailustradora.blogspot.com.br/

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Abraços ilustrados!

 

Mergulho!

Olá, você tem um minuto para ouvir falar de tela infinita?

Tela infinita é um conceito desenvolvido pelo quadrinista e pesquisador Scott Mccloud e leva em conta que a página html de um website não é limitada pelo tamanho da tela do monitor – esta é apenas uma janela para uma imensidão infinita de texto e imagens (ou que te der na telha de colocar). Não sei explicar ao certo porque isso me fascina tanto, mas quando vou pensar numa história para ser publicada online isso já está definido na minha mente: ela pode ter qualquer tamanho e ser lida em qualquer direção. Meu segundo pensamento é: como o tamanho e a direção de leitura influenciarão na compreensão da narrativa e do sentido desta história?

“Mergulho” foi produzido originalmente há três anos para uma revista impressa, tamanho 20×20 em p&b. Ela tinha três páginas e, como a revista não foi produzida, decidi aproveitá-la no meu novo site. A história se desenvolve através do caminhar em direção ao mar de dois personagens, um homem e uma mulher. Em determinado momento o homem para e a mulher é engolida por uma onda, indo até o fundo do mar. Para ilustrar esses dois níveis do cenário (superfície e fundo) fiz a página se desenrolando horizontalmente para a direita e quando a mulher mergulha há um leve declive, levando a história ao segundo nível e ao desfecho.

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Visualização completa da história.

Fiz algumas alterações na estrutura da história pensando em ressaltar seu significado, mas decidi não colori-la pois o contraste entre o branco e o preto no fundo de algumas cenas é um elemento importante para o sentido da narrativa. À página foi acrescentado um menu de topo fixo, com link para retorno ao site e também ícones clicáveis do Facebook e Twitter.

Captura de Tela 2016-02-23 às 09.18.45Bom, foi esse o meu processo. Infelizmente perdi todos os meus arquivos antigos e não tenho as três páginas originais para mostrar.

Obrigada por estar aqui no Quadrinhos Infinitos.

Abraços ilustrados!!!

Olá!

Este é um espaço onde irei publicar as webcomics que for produzindo. Depois de cinco anos produzindo O Diário de Virgínia estou aqui em busca de criar coisas novas.

Este site tem uma lojinha onde é possível comprar a versão digital do livro Refúgio, que encerra O Diário de Virgínia, e algumas revistas minhas impressas. Vai lá checar.

Abraços ilustrados!